23 fevereiro 2011

Andes

Um dia em Mendoza é pra ser bem aproveitado. O vinho já provei ontem. Agora é a vez de conhecer um pedaço da Cordilheira dos Andes. E nada mais providencial. O hostel oferecia uma excursão com guia para o Parque do Aconcágua, onde está situado o monte de mesmo nome, que é o ponto mais alto de toda a América.

Mendoza é uma cidade que fica no meio do deserto, um oásis artificial criado pela mão do homem. É quase sempre aqui e a média anual de chuva fica em torno dos 250mm. No verão faz calor aqui.

Os Andes está dividido em três partes, a pré-cordilheira, que é onde estão as montanhas mais baixas, a segunda cordilheira, e a terceira cordilheira, que é onde estão os picos com gelo constante.

O ônibus veio às 8h em ponto para buscar a mim e a mais um grupo de hóspedes que também estavam interessados no passeio. A primeira parada foi em um lago próximo à estrada. Depois seguimos até um dos pontos por onde passa o Rio Mendoza. A água desse rio vem dos glaciares das montanhas, portanto, gelada! Mesmo assim muita gente se aventura a fazer rafting aí. Não tenho essa disposição.

A próxima parada foi num local que dava para ver o pico do monte Tupungato, um vulcão que há muito está em repouso. Tupungato no idioma indígena local quer dizer "aquele que vê as estrelas". No caminho fui tirando várias fotos das diferentes formações rochosas. Algumas delas tomavam formas interessantes, como a de uma tartaruga ou outra que lembra uma mulher olhando para o céu.

Mais tarde, paramos na antiga estação de trem que cortava os Andes. Foi inaugurada em 1910 e desativada em 1984 pela sua cara manutenção. Ao lado dessa estação ficava um hotel, que foi destruído por uma avalanche de neve na década de 1950. Para chegar a esse antigo hotel, era usada uma ponte natural que se formou acima do rio.

Por último, finalmente entramos no Parque Aconcágua para ver a famosa montanha. Estávamos a 3 mil metros de altitude, mas não cheguei a sentir falta de ar ou outros sintomas. Talvez por causa do pouco tempo de permanência. Provavelmente sentiria se ficasse lá por mais de um dia. O parque é cheio de lagos, cânions e rios, para não falar das montanhas. Faz frio por lá por causa dos ventos que vêm do pico congelado.

Na volta, paramos em uma estação de esqui, que nesta época do ano não tem gelo, apenas areia e cascalho. Almoçamos lá.

Esse foi o melhor passeio de toda a viagem e realmente valeu a pena chegar até aqui.



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22 fevereiro 2011

Chuva e Sol

San Luis amanheceu com um temporal feio que me preocupou para viajar até Mendoza. A chuva chegou a alagar várias ruas. Procurei na internet pela previsão do tempo para a região e vi que em Mendoza não estava chovendo, então decidi que poderia ir.

Antes de encarar a chuva era preciso pôr gasolina no tanque porque dali em diante só encontraria um posto depois de 150 quilômetros. Parei no primeiro que encontrei e me disseram que não havia combustível. Procurei um outro e a situação era a mesma. No terceiro posto, que também estava sofrendo de pane seca, perguntei onde poderia encontrar combustível e o frentista me respondeu que somente um em toda a cidade ainda tinha para vender. E tinha mesmo. O problema é que criou-se uma fila grande de automóveis querendo abastecer. Imagino que não seja fácil entregar combustíveis em uma cidade tão longínqua.

Depois do perrengue para abastecer, peguei chuva forte na estrada, porém durou apenas alguns quilômetros. Logo o céu começou a abrir e o sol foi aparecendo aos poucos. A rodovia não é tão boa quanto a que peguei quando saí de Rosário, mas era de pista dupla, o que facilitou a viagem.

Conforme vai se chegando mais próximo à cidade de Mendoza, vê-se vários vinhedos à beira da estrada. Não resisti e parei no acostamento para tirar fotos de um deles.



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