25 janeiro 2010

Arraial D'Ajuda

O dia foi pouco movimentado aqui em Arraial hoje. Ficamos um tempo na praia, conhecemos o comércio local e aproveitamos para abastecer o frigobar. Mais tarde voltamos para o hostel e conhecemos um grupo de argentinas. À noite, resolvemos dar uma volta na cidade mais uma vez, mas não havia nada além dos restaurantes. Pelo menos ficamos sabendo que amanhã vai ter show em Porto Seguro e é pra lá que nós vamos!







Ninguém que estiver lendo este blog vai entender a foto no caminhão da Minasgás... mas Eduardo e Alex vão.

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24 janeiro 2010

Estradas

Deixamos Vitória por volta das 13h00. Logo na saída checamos o nível de óleo da minha moto e vimos que estava baixo, então resolvemos fazer logo a troca.

Óleo trocado, pegamos a estrada, que encontra-se em um estado aceitável até a divisa ES-BA. A partir daí a qualidade do asfalto cai drasticamente, piorando muito no trecho que vai da BR-101 até Arraial D'Ajuda. Pegamos esse trecho já de noite e não há sinalização alguma -- nem placas, nem faixa. Tínhamos que ficar procurando a pista.



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23 janeiro 2010

Mais uma vez na estrada

Depois de quase 1 ano, volto a escrever neste blog. Durante este tempo já estivemos em Paraty, Cabo Frio, Ouro Preto e outros lugares. Estamos indo agora para Natal, no Rio Grande do Norte. Desta vez somos três, eu e Eduardo de moto, como não poderia deixar de ser, e um outro amigo da gente, Alex, que está nos acompanhando de carro. Nossa primeira parada foi em Vitória-ES, onde saímos pra curtir a noite.



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20 fevereiro 2009

De Volta Pra Casa

As férias estavam chegando ao fim. Nosso último trecho era de Parati-RJ até a capital fluminense, passando por Angra dos Reis-RJ e outros belos cenários.

Saímos cedo do hostel, pois Eduardo tinha compromisso marcado no Rio de Janeiro e não podia se atrasar. No caminho de volta fomos vendo o mar à nossa direita do alto dos morros pelos quais passávamos. Quando chegamos próximos a um túnel, senti uma rajada de vento lateral que chegou a me desestabilizar um pouco. Por dois segundos senti o que Molinari e Eduardo passaram durante horas lá nos pampas uruguaios.

Passamos pela Usina Nuclear de Angra dos Reis, mas passamos batidos. Não paramos para tirar fotos. Pelo jeito estávamos mais concentrados em chegar logo em casa, já que estávamos tão pertinho.

Conforme íamos nos aproximando do Rio de Janeiro, a quantidade de automóveis viajando no sentido oposto ao nosso aumentava. Até que parou de vez na altura de Itaguaí. Os cariocas já estavam saindo da cidade por causa do carnaval, mas obras na pista impediam o tráfico de fluir livremente. Nós também fomos obrigados a andar devagar por causa dessa obra. Muitos caminhões carregando material de construção trafegavam a 10 km/h na nossa frente. Enquanto torrávamos as nossas cabeças debaixo daquele sol escaldante, Molinari e Adenize se divertiam em Caxambu-MG.



Próximo do meio dia, chegamos ao Rio de Janeiro. Nos separamos pouco depois de entrar na cidade. Eduardo seguiu pela Av. Brasil enquanto eu segui rumo à Av. das Américas em direção à Barra da Tijuca.



Tanto esforço valeu a pena. Em 21 dias fizemos uma viagem que pouca gente que conhecemos teria coragem de fazer. Muitos até nos chamaram de loucos. Pode ser verdade, mas somos loucos felizes e realizados.

Quando cheguei em casa o hodômetro da minha moto marcava 7 262,9 km rodados. Foi a maior viagem que já fiz até hoje. Mas, como Molinari me disse, esta foi a primeira de muitas.

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19 fevereiro 2009

Praias

Ilhabela-SP foi o lugar que escolhemos ontem para passar a noite e assim podermos curtir uma praia antes de seguir viagem. Depois do café da manhã pegamos as motos e fomos rodar por esta ilha paulista tão bem falada. Perguntamos no hostel qual era o melhor lugar para ir e o cara que estava na recepção nos indicou a praia de Curral. Fomos para lá, mas parando em outras praias no caminho.



As praias pelas quais passamos são todas de águas calmas e ótimas para relaxar. Além disso, tinha pouca gente por lá. Aquelas praias, porém, não nos impressionou muito e não chegavam aos pés de outras que visitamos durante a viagem. Pelo menos a água não era tão fria como a de Punta del Este.

A grande desvantagem de Ilhabela-SP é o preço das coisas. Tudo lá é caro. Inclusive o albergue da juventude de lá foi o mais caro de toda a viagem. Na hora do almoço pedimos o cardápio de um restaurante na praia e o susto foi tão grande que mudamos de idéia e achamos que talvez fosse melhor almoçar quando saíssemos da ilha.

Voltamos ao hostel para arrumar as nossas coisas para seguir viagem e, quando chegamos lá, Molinari ligou nos avisando que já estava em São Sebastião-SP procurando o local de embarque para atravessar para Ilhabela-SP. Nós o impedimos a tempo e marcamos de nos encontrar lá para almoçar.



Fizemos a travessia de volta para São Sebastião e com o grupo todo reunido mais uma vez, fomos a um restaurante especializado em frutos do mar e com os preços por menos da metade dos que são praticados em Ilhabela. O camarão saiu muito menos salgado.



Depois do almoço nos separamos de novo. Molinari e Adenize foram visitar Ilhabela-SP enquanto eu e Eduardo rumamos para Parati-RJ visitando mais praias no caminho. Uma das mais bonitas foi Caraguatatuba-SP. Estamos pensando seriamente em voltar lá quando tivermos uma oportunidade. Talvez em algum desses feriados prolongados ao longo do ano. Também passamos por Ubatuba-SP e outros lugares paradisíacos antes de cruzar a fronteira com o Estado do Rio de Janeiro.



Chegamos em Parati-RJ no início da noite. Tínhamos tempo de sobra para conhecer um pouco da cidade, que já se preparava para o carnaval.



No hostel conhecemos Rafael de Noronha Goyos, piloto da moto número 108 do campeonato brasileiro de motovelocidade, categoria 250cc. Ele é filho do dono do albergue e ficou super empolgado com as nossas motos, principalmente quando soube que estávamos vindo da Argentina.

Depois de instalados, fomos dar uma volta na cidade e paramos em uma esfiharia, onde havia mais de 100 tipos diferentes de cerveja. Nos sentimos na obrigação de provar pelo menos uma.



Molinari ligou para saber se chegamos bem. Ele não ia voltar para o Rio de Janeiro conosco, e sim para Caxambu-MG, onde passaria o carnaval. Nos contou também um fato inusitado que ocorreu durante a sua visita a Ilhabela-SP. Depois de rodar por quase toda a ilha, resolveu parar para tomar um banho de mar. Procurou uma sombra para estacionar a moto, tirou a camisa e a calça ficando só de sunga, guardou as roupas no baú, travou o guidom da moto, trancou o baú, passou protetor solar e, finalmente, foi correndo em direção à água. Nesse momento um fiscal da prefeitura que estava por ali hasteou uma bandeira vermelha indicando que aquele local estava impróprio para o banho. Caramba, mas depois de todo esse preparativo? Pois é. Segundo ele, as casas daquela região não têm redes de esgoto, e sim fossas. Quando chove essas fossas transbordam, poluíndo o mar. Tinha chovido há poucos dias e por isso a interdição. Molinari teve que colocar o capacete de volta e procurar uma outra praia em melhores condições. É, essas coisas acontecem.

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